domingo, 25 de abril de 2010

Perú | Estádio 2 - Marcações, Reservas e Compras

Depois de algumas semanas a contemplar (sofregamente, adiante-se) se a partida para o Perú seria possível nos moldes em que foi inicialmente pensada, surge finalmente a aprovação ao período de férias por mim solicitado para o efeito e começa o derradeiro countdown.

Para o que quer que sirva, gostava de deixar escrito que se fosse do tipo de pessoa que acredita em sinais, de alguma forma diria que esta viagem não está destinada a acontecer... Mas como felizmente não é esse o caso, persisto em não dar valor às contrariedades que têm surgido e fazer do tema motivo de antecipação.

Num Domingo destes últimos, por sinal muito bem passado na Ericeira, acordaram-se quais as datas mais vantajosas para a viagem propriamente dita: 20 de Agosto e 11 de Setembro. Claro! Após investigações cruzadas para comparação séria da oferta das companhias aéreas, com horários, escalas e amenities metidas ao barulho, decidimos que a Ibéria nos oferecia o pacote menos desvantajoso para a carteira, pelo que se seguiram uns telefonemazinhos de check para o balcão da marca.

Entretanto, a forma de pagamento dos vôos pretendidos também nos mereceu alguma atenção... Modalidades possíveis: compra via internet e com pagamento com cartão de crédito; reserva por telefone e pagamento no balcão físico, à mesma com cartão de crédito; compra no balcão com cartão de crédito ou de débito. Depois disto, o filme dos seguros... Seguro de bagagem, seguro de bagagem adicional, seguro de cancelamento, seguro anti-bomba, seguro anti-erupção vulcânica... Brincadeira.

A reserva acabou por ser feita por via telefónica e daí à deslocação ao aeroporto para gastar um porradão de massa com os espanhóis foi um pulo. E é pois com grande alegria que anuncio ser orgulhosa detentora de um bilhete de avião, de ída e volta, com Lima e o meu nome escritos ali pelo meio! Para quem - como eu - ainda não acredita, fica o registo documental no fundo!

Se tudo correr como previsto, a espera na escala em Madrid demorará apenas algumas horas e as bagagens que nos servirão de suporte durante o mês seguinte chegarão sem problema à capital peruana. Caso tal não aconteça, a decisão de termos lugar no primeiro vôo do dia poderá permitir que as malas cheguem depois de nós, num dos restantes dois vôos previstos para a data. E se a coisa resolver descambar por completo, temos contemplado em programa um dia adicional na capital peruana. Para quê ficarmo-nos por um Plano B quando podemos ir até...

O passo que se segue é assegurar lugar no Inca Trail - uma das experiências mais aguardadas desta viagem - e firmar as estadias em cada um dos locais que previamente seleccionámos para pernoitar. Curiosamente (ou não) a cadeia Pirwa Hotels acompanhar-nos-á em três ou quatro dos sítios onde teremos de ficar. Pergunta: adivinha-se um desconto simpático por "fidelidade" à marca ou será que nos mandam defecar ao largo?


quinta-feira, 22 de abril de 2010

Parabéns João, agora os Picos do Mundo também são teus!

Quando há dois anos - mais coisa menos coisa - me foi anunciado que teria de acompanhar uma palestra motivacional orientada por João Garcia, o primeiro alpinista português no cume do Evereste, a ideia que imediatamente me atravessou a mente foi: ora aí está um excelente "tens de"! Afinal de contas, eram experiências de contacto como aquela que faziam valer o esforço de tanto telefonema e tanto comunicado de imprensa...

Talvez não descaradamente, mas desde há algum tempo que acompanhava as notícias e as reportagens sobre as conquistas e desaires do "nosso" homem das montanhas mais altas e achava realmente entusiasmante a ideia de ver e ouvir, ao vivo e na primeira pessoa, o que quer que fosse que ele tivesse para partilhar em seminários como o que estava previsto para uma das empresas minhas clientes.



Mal sabia eu que não só me tinha sido reservado lugar cativo na plateia da dita palestra e na mesa do João no jantar que o evento incluía, como uma simpática conversa de "bastidores" que se prolongou por cerca de meia hora... Para meu real gáudio, foi-me dada a oportunidade de fazer todas as perguntas que sempre pensei que faria se alguma vez tivesse essa janela de abertura (para usar uma expressão alpinística!), sem nunca, contudo, achar que tal aconteceria realmente. E devo confessar que foi bom porque a pessoa com quem conversei nessa tarde era exactamente o que tinha imaginado - quantas vezes é que acontece uma expectativa destas não ser gurada?

A sensação com que fiquei naquele dia persiste e salienta-se de cada vez que o João aparece no pequeno ecrã com mais um feito alcançado - a de uma tremenda humildade. Tendo-se sagrado há apenas alguns dias o décimo ser humano a fazer cume nas 14 montanhas com mais de 8.000 metros de altitude sem recurso a oxigénio artificial, diz-se em entrevista ao (asqueroso) Miguel Sousa Tavares "não um herói mas uma aberração na nossa sociedade", uma vez que não se encaixa no perfil das pessoas que diariamente encontramos e conhecemos...



Mais nenhum português esteve sequer perto de ver o céu tão próximo com os pés assentes na Terra como o João Garcia, mas nada que o faça expressar mais do que um sincero e rasgado sorriso. Pelo menos não publicamente. Ainda na sequência da minha satisfação face ao encontro de primeiríssimo grau com o alpinista, houve quem me dissesse que conseguir best-sellers em escaparates e preparar palestras de pacote era "fácil" depois de se ter tido coragem de virar costas ao amigo em dificuldade no cume do Evereste, selando o destino de ambos: um regressou conquistador; outro não sobreviveu à descida para contar.

Em relação a isso, a única ideia que sempre tive e tenho é a de que não acredito na versão rancorosa desta história. Pascal Debrauwer ficou onde tinha de ficar, assim como tantos outros homens e mulheres que se atrevem a desafiar territórios e condições onde inóspito nem sequer é adjectivo que se lhes aplique. O que se passou naquela montanha em 1999 só o próprio Pascal, o João Garcia e a montanha sabem, mas certo é que nenhum iniciou a subida ingénuo, e se o código moral "obriga" a voltar ou a esperar para que ninguém seja deixado para trás, na realidade as coisas não funcionam assim. Competitivos serão sempre, caso contrário não teimavam em continuar a subir, mas tenho sérias dúvidas de que, quando as coisas começam a correr mal, haja algo mais forte do que o básico instinto de sobrevivência.



Da palestra que referi guardei algumas fotografias, de que aqui partilho uma pequenina selecção. Não cheguei a pedir um autógrafo no meu "A Mais Alta Solidão", mas acredito que com a conquista do Annapurna mais literatura vai ser publicada e nessa altura, quem sabe, tenha nova oportunidade de congratular o João Garcia por levar a bandeira portuguesa tão alto.

E para quem depois disto, por qualquer motivo que não se adivinhe, sinta curiosidade em saber um pouco mais sobre o tema, aqui ficam os links para o site do João - www.joaogarcia.com/pt -, para a página de perfil Wikipedia de Sir Edmund Hillary (o primeiro homem a fazer cume no Evereste) - http://en.wikipedia.org/wiki/Edmund_Hillary - e para a lista de nomes cujas tentativas mortíferas nas montanhas com mais de 8.000 metros (infelizmente) destacam ainda mais o prestígio do João Garcia nestas andanças - http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_deaths_on_eight-thousanders.

terça-feira, 16 de março de 2010

A importância de uns abdominais firmes

Como não gostar de Meryl Streep, é a pergunta que se impõe! Em "It's Complicated" tive a confirmação de que, ao contrário de outros actores da sua geração - como Robert De Niro ou Harrison Ford - Meryl Streep continua a gostar de fazer cinema e isso transparece de forma muito clara no grande ecrã.

Depois de "The Devil Wears Prada", "Mamma Mia!" e "Julie & Julia", a actriz volta a contagiar com o seu entusiasmo e brilho naturais, características a que já habituou o público e a que o público responde, película após película, com salas generosamente cheias.

Neste caso, o bom desempenho surge com o papel da dedicada Jane Adler, dona de uma patisserie, divorciada desde há dez anos de Jake (Alec Baldwin) e que inesperadamente se vê envolvida num romance tórrido com um homem casado: o ex-marido. Pelo meio, espaço para um breve encontro com Adam (Steve Martin), o tímido arquitecto responsável pelo plano de remodelação da casa de Jane e para a participação de Agness (Lake Bell), a muito mais nova esposa de Jake e detentora de uns abdominais de respeito, como se percebe logo pela cena inicial do filme.

Temos assim um casal divorciado transformado num casal em romance, o que invariavelmente nos alude à ideia de continuidade do amor mesmo após o fim do casamento. Mas sejamos francos: ainda que se trate de um filme, ou bem que se colocam os óculos cor-de-rosa e se entra na let's get it on mood, ou bem que se pensa em medicamentos de prescrição médica...

Nota positiva merecem as "crias" do filme, Lauren (Caitlin Fitzgerald), Gabby (Zoe Kazan) e Luke (Hunter Parrish), filhos de Jane e Jake, a que se junta o futuro genro, Harley (John Krasinski) que com meritória graça arrebata completamente o terceiro posto de protagonismo no filme.

P.S - A técnica de feitura de mini-croissants de chocolate mostrada por Jane a Adam a meio do filme deixou-me a olhar para o balde de pipocas com expressão algo atoleimada... Meryl, se me estás a ouvir, para quando um livro de receitas?


segunda-feira, 15 de março de 2010

Trinta anos: terreno sagrado?

Nem acredito que entrei nos 30! Não que seja difícil fazer as contas e capacitar que depois do 29 vem o 30, mas porque este é o aniversário que marca o início da que me dizem ser uma das melhores épocas da vida - tenha ela o tempo que tiver.

Ora, isto bem analisado daria pano para mangas... Mangas, pernas, costas e mais que fosse, já que normalmente quem está a viver o momento não se apercebe que realmente assim é a não ser mais tarde, e assim sendo, só me vou dar conta do quanto este período foi bom (se for) quando ele já tiver passado, o que é um pouco... tardio.

Supostamente, esta é a idade em que as infantilidades e inconsistências reminiscentes dos 20 se desvanecem para dar lugar a uma versão mais segura e descontraída de mim. Clarice Lispector, escritora brasileira de linha introspectiva, terá mesmo dito um dia que "fazer 30 anos é cair em terreno sagrado", o que soa a tremendamente tentador... A ver vamos.

Na minha ideia, se aos 30 já se fez o reconhecimento dos limites da ilha em que habitamos, já se sabe de que lado sopram os tufões e de que forma o náufrago (Wilsooooon!) se salva, está então na hora de partir para a autocartografia e começar a fazer algo que se veja, em vez de passar o tempo a sonhar com isso. Porque é exactamente assim que acontece: aos 20 somos escravos das ilusões; aos 60 somos prisioneiros do arrependimento. Só na meia-idade temos todos os sentidos a funcionar em conjunto para estarmos no pico das nossas faculdades - é agora ou nunca!

sexta-feira, 5 de março de 2010

Mais um à deriva

De acordo com um estudo conjunto de australianos e franceses, o B-9B, um icebergue com 2.500 km2 (sensivelmente o tamanho do Luxemburgo) separou-se do Glaciar Mertz, no território Antárctico australiano, após um segundo icebergue ter colidido contra ele, num evento que pode vir a afectar os padrões de circulação dos oceanos - notícia do passado dia 27 de Fevereiro.

O referido estudo, que entretanto fiquei saber remontar a 2007 - coincidiu com o Ano Polar Internacional - tem como objectivo (uma vez que ainda decorre) investigar a "língua" do Glaciar Mertz e a separação de icebergues da sua massa principal. Aprendi que desde há duas décadas que o glaciar apresenta uma fractura gigantesca e que uma segunda racha se desenvolveu no início do século XXI, do lado precisamente oposto ao da primeira. Perceber se ambas as fracturas eventualmente se encontrariam e quais os processos daí decorrentes era o objectivo principal da investigação, que agora prossegue com novas e infelizes directrizes.



Na sequência dos últimos desenvolvimentos, um dos cientistas ligados ao estudo veio a público afirmar que "o evento em si não está directamente relacionado com as alterações climáticas, mas está ligado aos processos naturais que estão a ocorrer naquela plataforma de gelo", o que, traduzindo por miúdos, significa que apesar de nove em cada dez pessoas do mundo não saber ou não se importar minimamente com o tema - sem gelo, a água salgada do oceano interrompe a oxigenação levada a cabo pela água doce, perturbando as correntes profundas que alimentam a vida na água -, tem culpa directa ou indirecta no caso.

Directa porque se não sabe ou ainda não se deu conta do que se está a passar, devia começar a prestar mais atenção e perceber de que forma pode minimizar a sua pegada no planeta em que habita. Indirecta porque os que sabem e acompanham o tema, preocupando-se com o papel que podem desempenhar para um futuro menos tóxico, ainda assim não têm força suficiente para combater governos e políticas a quem pouco importa se em 50 ou 100 anos existirá água potável ou ar limpo.

Em Agosto do ano passado tive a oportunidade de fazer um passeio pelo Briksdalsbreen, conhecido como Glaciar de Briksdal, sensivelmente a meio do território norueguês, e foi para mim muito assustador compreender à vista que em pouco tempo não existirá qualquer vestígio de glaciar para admirar. Desde o ano 2000 o gelo recuou mais de 230 metros, estando hoje na sua dimensão mais pequena desde 1200. Obviamente que, em termos de escala, as paisagens frias que aqui refiro não podem ser comparadas, mas mesmo a uma dimensão mais reduzida, como a que Briksdal ilustra, é impossível ficar indiferente.

quarta-feira, 3 de março de 2010

A melhor do momento

Conhecem a sensação de quando um momento nos marca de tal forma que, a partir daí, sempre que revivemos o local onde nos encontrávamos ou lembramos as pessoas com quem estávamos, a 'imagem' que então gravámos no 'disco duro' regressa imediata e fielmente? Como se determinados lugares - de espaço e tempo - ficassem para sempre colados na nossa memória não exactamente porque fixámos como eram, mas por aquilo que vivemos neles.

Pois desde há alguns dias que ando com isto em mente já que desde que ouvi "Empire State of Mind" de Jay-Z (essa verdadeira máquina de fazer milhões) e Alicia Keys (para meu gáudio, novamente ao piano) não consigo deixar de pensar o quanto este som decalca o que de mais marcante eu guardei de Nova Iorque - a gigantesca selva urbana onde qualquer sonho se pode tornar realidade.

É, em minha opinião, a melhor música do momento: ritmo, melodia, letra, tudo se combina para me emprestar um sorriso de cada vez que passa nas ondas hertzianas, o que nem é assim tão vulgar... Nos tempos que correm a mediocridade é tanta que quando surge algo que nos inspira e nos faz abanar a cadeira, até ficamos surpreendidos!

Dei-me inclusivamente ao trabalho de aceder ao YouTube para apreciar o vídeo oficial e de facto, até a preferência pela versão a preto e branco foi uma decisão inteligente: as ruas lavadas de fresco, as setas indicadoras de muitas direcções, as escadas de ferro no exterior dos edifícios, os fumos saídos do subsolo, as entradas do metro, os carrinhos ambulantes de venda de cachorros quentes, o amarelo e o xadrez dos taxis, a polícia, as bandeiras americanas, um infinito de luzes à noite e alguns dos edifícios mais emblemáticos, como a Brooklyn Bridge e o Empire State Building... Está tudo lá.

Com muita pena minha, não consigo partilhar aqui o vídeo - foi feita uma razia online que, a somar à minha ineficiência nestas questões, só me possibilita partilhar um link. Vejam, oiçam e 'curtam' em: http://www.youtube.com/watch?v=0UjsXo9l6I8

P.S - Bonito o pormenor do piano decorado...








domingo, 28 de fevereiro de 2010

Memorabe quote - "Life or Something Like It" - Prophet Jack

"Live each day as if it was your last; one day, it will."

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

"You've got to find what you love", por Steve Jobs - CEO Apple & Pixar

Nem o texto nem o vídeo são novos - datam de 12 de Junho de 2005, data em que Steve Jobs, CEO da Apple Computer e da Pixar Animations Studios se dirigiu a uma plateia de recém-licenciados da Universidade de Stanford com um discurso feito de saber adquirido ao longo da sua vida. Também eu já tinha ouvido falar do tema, até em palestras a que já tive oportunidade de assistir e que o referiram, sem contudo consumar a pesquisa e visionamento. Inspirador foi o termo escolhido para descrição pelo amigo que gentilmente o partilhou comigo esta semana. Se facilitar a que mais pessoas o conheçam, óptimo, aqui fica.


"I am honored to be with you today at your commencement from one of the finest universities in the world. I never graduated from college. Truth be told, this is the closest I've ever gotten to a college graduation. Today I want to tell you three stories from my life. That's it. No big deal. Just three stories.

The first story is about connecting the dots.

I dropped out of Reed College after the first 6 months, but then stayed around as a drop-in for another 18 months or so before I really quit. So why did I drop out?

It started before I was born. My biological mother was a young, unwed college graduate student, and she decided to put me up for adoption. She felt very strongly that I should be adopted by college graduates, so everything was all set for me to be adopted at birth by a lawyer and his wife. Except that when I popped out they decided at the last minute that they really wanted a girl. So my parents, who were on a waiting list, got a call in the middle of the night asking: "We have an unexpected baby boy; do you want him?" They said: "Of course." My biological mother later found out that my mother had never graduated from college and that my father had never graduated from high school. She refused to sign the final adoption papers. She only relented a few months later when my parents promised that I would someday go to college.

And 17 years later I did go to college. But I naively chose a college that was almost as expensive as Stanford, and all of my working-class parents' savings were being spent on my college tuition. After six months, I couldn't see the value in it. I had no idea what I wanted to do with my life and no idea how college was going to help me figure it out. And here I was spending all of the money my parents had saved their entire life. So I decided to drop out and trust that it would all work out OK. It was pretty scary at the time, but looking back it was one of the best decisions I ever made. The minute I dropped out I could stop taking the required classes that didn't interest me, and begin dropping in on the ones that looked interesting.

It wasn't all romantic. I didn't have a dorm room, so I slept on the floor in friends' rooms, I returned coke bottles for the 5¢ deposits to buy food with, and I would walk the 7 miles across town every Sunday night to get one good meal a week at the Hare Krishna temple. I loved it. And much of what I stumbled into by following my curiosity and intuition turned out to be priceless later on. Let me give you one example:

Reed College at that time offered perhaps the best calligraphy instruction in the country. Throughout the campus every poster, every label on every drawer, was beautifully hand calligraphed. Because I had dropped out and didn't have to take the normal classes, I decided to take a calligraphy class to learn how to do this. I learned about serif and san serif typefaces, about varying the amount of space between different letter combinations, about what makes great typography great. It was beautiful, historical, artistically subtle in a way that science can't capture, and I found it fascinating.

None of this had even a hope of any practical application in my life. But ten years later, when we were designing the first Macintosh computer, it all came back to me. And we designed it all into the Mac. It was the first computer with beautiful typography. If I had never dropped in on that single course in college, the Mac would have never had multiple typefaces or proportionally spaced fonts. And since Windows just copied the Mac, its likely that no personal computer would have them. If I had never dropped out, I would have never dropped in on this calligraphy class, and personal computers might not have the wonderful typography that they do. Of course it was impossible to connect the dots looking forward when I was in college. But it was very, very clear looking backwards ten years later.

Again, you can't connect the dots looking forward; you can only connect them looking backwards. So you have to trust that the dots will somehow connect in your future. You have to trust in something — your gut, destiny, life, karma, whatever. This approach has never let me down, and it has made all the difference in my life.

My second story is about love and loss.

I was lucky — I found what I loved to do early in life. Woz and I started Apple in my parents garage when I was 20. We worked hard, and in 10 years Apple had grown from just the two of us in a garage into a $2 billion company with over 4000 employees. We had just released our finest creation — the Macintosh — a year earlier, and I had just turned 30. And then I got fired. How can you get fired from a company you started? Well, as Apple grew we hired someone who I thought was very talented to run the company with me, and for the first year or so things went well. But then our visions of the future began to diverge and eventually we had a falling out. When we did, our Board of Directors sided with him. So at 30 I was out. And very publicly out. What had been the focus of my entire adult life was gone, and it was devastating.

I really didn't know what to do for a few months. I felt that I had let the previous generation of entrepreneurs down - that I had dropped the baton as it was being passed to me. I met with David Packard and Bob Noyce and tried to apologize for screwing up so badly. I was a very public failure, and I even thought about running away from the valley. But something slowly began to dawn on me — I still loved what I did. The turn of events at Apple had not changed that one bit. I had been rejected, but I was still in love. And so I decided to start over.

I didn't see it then, but it turned out that getting fired from Apple was the best thing that could have ever happened to me. The heaviness of being successful was replaced by the lightness of being a beginner again, less sure about everything. It freed me to enter one of the most creative periods of my life.

During the next five years, I started a company named NeXT, another company named Pixar, and fell in love with an amazing woman who would become my wife. Pixar went on to create the worlds first computer animated feature film, Toy Story, and is now the most successful animation studio in the world. In a remarkable turn of events, Apple bought NeXT, I returned to Apple, and the technology we developed at NeXT is at the heart of Apple's current renaissance. And Laurene and I have a wonderful family together.

I'm pretty sure none of this would have happened if I hadn't been fired from Apple. It was awful tasting medicine, but I guess the patient needed it. Sometimes life hits you in the head with a brick. Don't lose faith. I'm convinced that the only thing that kept me going was that I loved what I did. You've got to find what you love. And that is as true for your work as it is for your lovers. Your work is going to fill a large part of your life, and the only way to be truly satisfied is to do what you believe is great work. And the only way to do great work is to love what you do. If you haven't found it yet, keep looking. Don't settle. As with all matters of the heart, you'll know when you find it. And, like any great relationship, it just gets better and better as the years roll on. So keep looking until you find it. Don't settle.

My third story is about death.

When I was 17, I read a quote that went something like: "If you live each day as if it was your last, someday you'll most certainly be right." It made an impression on me, and since then, for the past 33 years, I have looked in the mirror every morning and asked myself: "If today were the last day of my life, would I want to do what I am about to do today?" And whenever the answer has been "No" for too many days in a row, I know I need to change something.

Remembering that I'll be dead soon is the most important tool I've ever encountered to help me make the big choices in life. Because almost everything — all external expectations, all pride, all fear of embarrassment or failure - these things just fall away in the face of death, leaving only what is truly important. Remembering that you are going to die is the best way I know to avoid the trap of thinking you have something to lose. You are already naked. There is no reason not to follow your heart.

About a year ago I was diagnosed with cancer. I had a scan at 7:30 in the morning, and it clearly showed a tumor on my pancreas. I didn't even know what a pancreas was. The doctors told me this was almost certainly a type of cancer that is incurable, and that I should expect to live no longer than three to six months. My doctor advised me to go home and get my affairs in order, which is doctor's code for prepare to die. It means to try to tell your kids everything you thought you'd have the next 10 years to tell them in just a few months. It means to make sure everything is buttoned up so that it will be as easy as possible for your family. It means to say your goodbyes.

I lived with that diagnosis all day. Later that evening I had a biopsy, where they stuck an endoscope down my throat, through my stomach and into my intestines, put a needle into my pancreas and got a few cells from the tumor. I was sedated, but my wife, who was there, told me that when they viewed the cells under a microscope the doctors started crying because it turned out to be a very rare form of pancreatic cancer that is curable with surgery. I had the surgery and I'm fine now.

This was the closest I've been to facing death, and I hope its the closest I get for a few more decades. Having lived through it, I can now say this to you with a bit more certainty than when death was a useful but purely intellectual concept:

No one wants to die. Even people who want to go to heaven don't want to die to get there. And yet death is the destination we all share. No one has ever escaped it. And that is as it should be, because Death is very likely the single best invention of Life. It is Life's change agent. It clears out the old to make way for the new. Right now the new is you, but someday not too long from now, you will gradually become the old and be cleared away. Sorry to be so dramatic, but it is quite true.

Your time is limited, so don't waste it living someone else's life. Don't be trapped by dogma — which is living with the results of other people's thinking. Don't let the noise of others' opinions drown out your own inner voice. And most important, have the courage to follow your heart and intuition. They somehow already know what you truly want to become. Everything else is secondary.

When I was young, there was an amazing publication called The Whole Earth Catalog, which was one of the bibles of my generation. It was created by a fellow named Stewart Brand not far from here in Menlo Park, and he brought it to life with his poetic touch. This was in the late 1960's, before personal computers and desktop publishing, so it was all made with typewriters, scissors, and polaroid cameras. It was sort of like Google in paperback form, 35 years before Google came along: it was idealistic, and overflowing with neat tools and great notions.

Stewart and his team put out several issues of The Whole Earth Catalog, and then when it had run its course, they put out a final issue. It was the mid-1970s, and I was your age. On the back cover of their final issue was a photograph of an early morning country road, the kind you might find yourself hitchhiking on if you were so adventurous. Beneath it were the words: "Stay Hungry. Stay Foolish." It was their farewell message as they signed off. Stay Hungry. Stay Foolish. And I have always wished that for myself. And now, as you graduate to begin anew, I wish that for you.

Stay Hungry. Stay Foolish.

Thank you all very much."


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Guerreiros Jedi de rabiosque ao léu

Há dias alguém me dizia que poderia enveredar pelo ofício de crítica de cinema. Simpático. Se como assessora de comunicação a coisa não começar a render milhares rapidamente posso sempre ir ver filmes à pala e deslocar-me ao estrangeiro para entrevistar estrelas da Sétima Arte. Mas como nada é perfeito, na mesma conversa aproveitou-se a oportunidade para me ser apontada uma aresta a necessitar ser limada: o facto de comentar apenas os filmes que me merecem avaliação positiva. Pela amostra que neste espaço disponibilizo, outro remédio não tive senão assentir, mas retive o reparo e aqui estou para lhe dar o justo seguimento, desbravando caminho à conta de uma película recente que em muito me desiludiu - “The Men Who Stare at Goats”.

Este foi nitidamente o caso de uma excelente selecção de conteúdo para trailer que, tendo criado expectativas altas, não se consumou na versão integral, o que me levou a pensar, pela primeira vez este ano, em barrete.

No que diz respeito ao casting, nada a apontar, não fosse ele ser o primeiro a sofrer da insipiência do argumento pelo qual concordaram dar a cara - e não só: Mister Nespresso também mostra o rabiosque. George Clooney, Ewan McGregor, Jeff Bridges, Kevin Spacey e Stephan Lang - o mesmo de “Avatar” - pareciam prometer horinha e meia de bons desempenhos, com a diferença face a películas anteriores a consumar-se no texto parolo que um filme com semelhante título faz antever. E em verdade, os homens até cumprem, mas à mesma fica a sensação de “fraquinho”...



Clooney reitera a postura de brincalhão carismático com a qual já reservou o seu lugar ao Sol; Bridges enquadra-se que nem luva na condição de militar hippie, talvez por sempre ter sido algo bananinha; Spacey continua o verdadeiro sacana que todos adoramos e McGregor, eternamente o tipo de quem se gosta, não parece ganhar expressão quando comparado com as personagens mais absurdas que o rodeiam e que insistentemente o procuram atirar para um estado próximo da insanidade. Qualquer comédia precisa de um ‘certinho’, o ‘cromo’ com o qual todos se metem, mas não necessariamente que este seja tão facilmente relegado para um plano terciário, quase esquecido.

Com realização de Grant Heslov, “The Men Who Stare at Goats” é, a meu ver, uma comédia superficialmente satírica, já que a meio da farsa ficam no ar pertinentes questões sobre a indústria da guerra. Para quem visa passar um bom bocado na sala, o filme sobrevive à avaliação com um andamento ritmado e pontuais cenas dignas de gargalhada sonora. Contudo, não deixo de pensar que pessoalmente esperava algo mais substancial… E vai daí, pensar que se trata de um filme em que homens – mais concretamente militares com capacidades paranormais, monges combatentes, guerreiros Jedi e mais que lhes ocorra - tentam matar cabras através da mente… Afinal talvez seja tão substancial quanto uma trama como esta possa realmente ser. Ainda que se trate de cinema!

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Perú | Estádio 1 - Preparativos

Já várias vezes ouvi dizer que uma das melhores partes de uma viagem tem que ver não com a chegada ao destino propriamente dito, mas com os aprestos que este, dependendo do grau de organização, implica.

Este é o momento em que se pesquisam milestones, se investigam ligações de transporte, se comparam locais para estadia, se lista o equipamento necessário, se estimam custos... Basicamente 'googla-se' desenfreadamente, em busca do esqueleto perfeito para o que se pretende que seja uma viagem de sucesso. E logicamente, quanto mais tempo e mais distância a saída implica, maior é o investimento nos preparativos.

A alguns meses de voar para o outro lado do mundo, é exactamente neste ponto em que me encontro. A ideia já existia há algum tempo; daí em diante foi uma questão de encontrar mais gente disposta a embarcar na mesma aventura, tratar de redireccionar parte das poupanças para o objectivo e, em conjunto, arrepiar caminho por entre páginas oficiais de turismo, blogues de mochileiros, secções de montanhismo em lojas de desporto, ao mesmo tempo que ficamos mais atentos às notícias que chegam do local. Infelizmente não têm sido as melhores - o mau tempo também causa estragos naquelas bandas.

De uma forma ou de outra, sinto-me expectante. E sortuda. Para grande parte das pessoas do meu círculo de conhecimento, o plano que desenhei para Agosto não passa de um sonho partilhado que jamais verão concretizado, mesmo que estivessem em causa moldes menos ambiciosos. Existem obstáculos. Surgem constrangimentos. Fazem-se opções. Preterem-se oportunidades. Escolhem-se caminhos. Por ora, o meu faz fronteira com as referências a sacos-cama térmicos q.b., pastilhas purificadoras de água, ponchos, pilhas a dinâmo...