terça-feira, 23 de novembro de 2010

Barreiro pré-seleccionado para o projecto “Cidade Sustentável”

Chaves, Alcanena, Águeda, Arouca, Barreiro, Maia, Serpa e Viana do Castelo são as oito cidades portuguesas pré-seleccionadas para participar na fase de teste do Quadro de Referência para Cidades Sustentáveis, um projecto que pretende averiguar a variedade de situações e características da realidade urbana europeia.

Destas oito cidades, afirma a Agência Lusa, apenas três serão escolhidas para participar no projecto, uma decisão que será tomada no final deste ano.

O Quadro de Referência para Cidades Sustentáveis é uma ferramenta web desenvolvida por um grupo de trabalho europeu constituído por representantes de cidades, redes de autarquias locais, Estados Membros e pela própria Comissão Europeia para apoiar as cidades na monitorização das estratégias e projectos de desenvolvimento urbano sustentável.

Ainda de acordo com a Agência Lusa, a Direcção-Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano recebeu 15 candidaturas a nível nacional, das quais foram seleccionadas as oito acima referidas.

As três cidades escolhidas terão acesso a esta ferramenta web, cujo objectivo é resolver os problemas futuros das cidades através da partilha de conhecimentos e experiências com outras cidades.

A versão final da ferramenta será divulgada no início de 2012, estando desde já garantida a gratuitidade ao seu acesso e utilização.

Ao todo, serão seleccionadas 50 a 70 cidades-teste, ou seja, entre uma a cinco cidades por Estado Membro. A nível europeu, a selecção final das cidades-teste será aprovada pelo Urban Development Group, representando os 27 Estados Membros, e pelas redes europeias de autoridades locais, como a Eurocities e CEMR.

in "Green Savers", 22 de Novembro de 2010

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Memorable quote - "Quiz Show" - Charles van Doren

"People don't want to see intelligent contestants; people want to see the money."

(Personagem interpretada por Ralph Fiennes a propósito dos concursos televisivos de pergunta-resposta)

Onde é que já vimos este filme?

A surpresa afinal não foi - há meses que se especulava sobre a aproximação do anúncio de noivado de William de Gales com Kate Middleton, mas só ontem foi finalmente tornado oficial. Quem me conhece sabe que tenho algum interesse parvo no tema, pelo que não admira que tenha ficado curiosa quanto à aproximação do casamento real mais importante desde que em 1981 - era eu demasiado pequena para estar atenta -, Carlos e Diana deram início a um dos mais tortuosos capítulos da história real inglesa.

Quanto aos noivos desta geração, nada a dizer. Andam e largam-se há tempos, como qualquer parelha comum; só mudam mesmo os cenários das fotografias de férias - para meros mortais como eu tudo aquilo é inatingível. Ele, o solteiro mais cobiçado da Europa; ela, uma morena boneca de sorriso simpático a quem cai bem o azul. E foi precisamente de azul que nos apareceu ontem numa das salas do Palácio de Buckingham, envergando o anel de noivado que já foi de Diana de Gales - segundo William, uma forma simbólica de ter a mãe por "perto" quando obviamente tal não é possível.

Comentei lá em casa que, apesar da explicação ternurenta, não achei "piada" ao gesto. Para além do significado que a peça tem por si mesma, e que está irremediavelmente ligado à sua dona original, quis-me parecer que já começaram a querer colar a Kate um rótulo que não lhe compete. Lady Di, com todas as suas qualidades e paranóias, houve apenas uma e (infelizmente) já cá não mora. À semelhança do que tentaram fazer, sem sucesso, com Sophie Rhys-Jones, hoje Condessa de Wessex, ouvi ontem comparações estapafúrdias em relação à menina Middleton que, francamente, acho dispensáveis. Diz o povo e bem, cada macaco no seu galho... Já vimos este filme, conhecemos-lhe o fim... E não é para rir.

Fotografia | Azul

domingo, 7 de novembro de 2010

Memorable quote - "Gladiator" - Maximus Decimus Meridius

"Imagine where you'll be, and it will be so."

sábado, 6 de novembro de 2010

Montanha russa

Se há coisa que me tira do sério são os "indefinidos". Gente que hoje diz uma coisa e amanhã se contradiz, sem motivo válido aparente. Pessoas que hoje querem mas amanhã já não. Talvez achassem que realmente queriam, mas pensando melhor, não era bem aquilo... Ou até era! E a confusão está instalada.

Não tenho nada contra quem muda - só não o fazem os burros -, mas é desejável um mínimo de coerência. Agora imagine-se quando dos "indefinidos" dependem outros. Outros estes que, graças à incapacidade dos primeiros, não têm safa possível à desconfortável viagem na montanha russa onde tão depressa sobem, como mergulham a pique.

Conviver de forma estreita com gente assim pode ser mais problemático do que se imagina, pois nem sempre estão em causa decisões banais como "Camisa ou pullover?" ou mesmo "Doces ou salgadas?". E quando se lida com pessoas que simplesmente não assumem o compromisso de uma decisão, caímos no ridículo de, a tempo, nos submetermos a uma de duas situações: ou somos incapazes ou somos mentirosos. Incapazes porque se a decisão não chega de cima e escolhemos nós um caminho mas acabamos barrados, a ideia foi nossa, dos ursos; mentirosos porque se temos a leviandade de recordar que o que emanou foi A ou B, estamos claramente a inventar, pois nada emanou já que nada poderia emanar. Em verdade.

Tentativas de apuro de onde ou como falhou a comunicação no processo acabam invariavelmente em respostas como "Não está a perceber" ou "Faça um esforço para compreender", o que repetido soa francamente a insulto... É preferível deixar cair. E partir-se.

domingo, 31 de outubro de 2010

Qualquer dia, eu também pod!

Ora aqui está um conceito que me encheu as medidas: o do Whitepod Resort - www.whitepod.com -, em Les Cerniers, na Suíça, que alia a preocupação ecológica à vertente design, fazendo de uma estadia nas montanhas uma experiência realmente inovadora.

A ideia por detrás do conceito pod surgiu de Sofia de Meyer, uma das responsáveis pelo eco-resort, que viu nas tendas geodésicas usadas para investigação científica em zonas climatéricas difíceis, estruturas interessantes para associar ao turismo. Colocados em cima de bases de madeira a 1.700 metros de altitude, os pods oferecem vistas panorâmicas soberbas sobre o coração dos Alpes Suíços e condições de conforto bastante surpreendentes, tendo em conta o objectivo de menor impacto ambiental possível.

O isolamento do frio exterior é naturalmente provido pela própria estrutura, que em termos de impacto paisagístico não podia estar melhor enquadrada - branca no Inverno, verde no Verão. No interior foram instaladas salamandras a lenha que proporcionam calor e comodidade adicionais. A decoração de cada quarto teve por base peças de mobiliário local de onde foram excluídos todos os materiais não biológicos. A roupa de quarto e de banho é orgânica - em algodão e fibras naturais -, sendo mudada apenas se solicitado, e mesmo a casa-de-banho, não disponível com duche em todas as versões de pod, está ligada a uma fonte privada de água. Desnecessário será dizer que a iluminação é feita por lanternas e no pod mais especial, o topo da estrutura foi revestido a vidro para que, se assim desejado, seja possível adormecer a olhar para as estrelas.

Dependendo do tamanho do grupo (um casal, uma família ou mesmo um grupo de amigos), assim é o tamanho do pod e claro, o preço associado à estadia. Serviços adicionais de recepção e de restauração, só no chalet central, situado não muito longe do pod camp. E porque é de Alpes que se trata, as pistas para os desportos de Inverno estão logo ao lado. Mais descrição para quê?





Memorable quote - Sri Nisargadatta Maharaj

"Faz aquilo em que acreditas e acredita naquilo que fazes. Tudo o resto é perda de energia e tempo."

Aprender com o que de bom se faz lá fora

Foi agradável a surpresa que tive recentemente no centro comercial Vasco da Gama quando me dei conta de que há livros para partilha no espaço de restauração, entretanto renovado. Discretamente arrumados em estantes de cartão amovíveis, os volumes estão estrategicamente colocados junto a pequenos sofás e cadeiras, podendo ser consultados por qualquer pessoa e sem qualquer constrangimento.

Através de um contacto breve para o balcão de Informações do espaço fiquei a saber que se trata de uma experiência em curso, para perceber a permeabilidade dos utilizadores do centro comercial à ideia. Na minha modesta, e talvez ingénua, vontade, espero que o teste resulte e se espalhe a mais locais do género. É algo que já se faz, com grande sucesso, noutros países da Europa - nomeadamente em estações de transportes públicos - e que, se bem dinamizado, pode servir de plataforma de contacto a vários níveis.

sábado, 30 de outubro de 2010

"So nice"... Como a música

Sozinha em casa, a saborear um dos raríssimos dias em que não há companhia. Não há gente a entrar ou a sair. Nem portas a abrir e a fechar. Quando não estão a bater. Sem ruído de fundo a não ser a Diana e o piano. Sem horários. Muita leitura e alguma escrita, sem interrupções nem telefones. E a chuva que cai aos baldes do céu não me chateia nada, antes pelo contrário. Podiam haver mais dias assim.