"Porquê?" diz a mãe de todas as perguntas e aqui não é excepção... Porque foi assim que surgiu em mim, sem pretexto nem ambição. Porque nem tudo precisa de explicação. Acima de tudo, porque ALGUMA COISA pode surgir DO NADA. Até um blogue!
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Auto-retrato, daqui a 20 anos
Quando há uns tempos me constou que a National Portrait Gallery de Londres tinha comissionado um retrato oficial da Duquesa de Cambridge para exposição breve, o meu pensamento foi: "Bolas, ainda agora de lá vim e já estão a inventar novidades deste calibre...". Mas o quadro foi finalmente revelado na última Sexta-feira e, céus, que desilusão...
Embora as impressões públicas da retratada tenham sido (obviamente) muito positivas, o quadro arrisca, a meu ver, uma entrada a pé juntos na galeria dos flops artísticos modernos. Orientado para criar um retrato que focasse o lado mais pessoal e natural do novo membro da "Firma", em detrimento da tradicional postura oficial, o artista Paul Emsley escolheu avançar para um retrato de meio corpo, em fundo negro, no qual a Duquesa não revela nenhuma da jovialidade ou brilho que lhe são reconhecidos.
Não podendo ser considerado realista - embora tente, pois não se enquadra em nenhum outro movimento -, o quadro faz a rapariga parecer 20 anos mais velha. O olhar carregado, as maçãs do rosto ultra delineadas e a linha de queixo demasiado angulosa só encontram concorrência negativa na falta de expressividade global do rosto: nem sorriso nem semblante sério. E se isto não é necessariamente um atributo mau - pense-se no ar dito enigmático da Mona Lisa de Da Vinci -, neste retrato tudo se conjuga para Kate Middleton emanar uma aura não menos que pérfida...
Antecipava uma peça de arte que fizesse o prolongamento geracional do Lucien Freud da Rainha Isabel II e acabo a observar, desconfiada, a personagem Vigo de Carpátia em chemise Alexander McQueen.
Embora as impressões públicas da retratada tenham sido (obviamente) muito positivas, o quadro arrisca, a meu ver, uma entrada a pé juntos na galeria dos flops artísticos modernos. Orientado para criar um retrato que focasse o lado mais pessoal e natural do novo membro da "Firma", em detrimento da tradicional postura oficial, o artista Paul Emsley escolheu avançar para um retrato de meio corpo, em fundo negro, no qual a Duquesa não revela nenhuma da jovialidade ou brilho que lhe são reconhecidos.
Não podendo ser considerado realista - embora tente, pois não se enquadra em nenhum outro movimento -, o quadro faz a rapariga parecer 20 anos mais velha. O olhar carregado, as maçãs do rosto ultra delineadas e a linha de queixo demasiado angulosa só encontram concorrência negativa na falta de expressividade global do rosto: nem sorriso nem semblante sério. E se isto não é necessariamente um atributo mau - pense-se no ar dito enigmático da Mona Lisa de Da Vinci -, neste retrato tudo se conjuga para Kate Middleton emanar uma aura não menos que pérfida...
Antecipava uma peça de arte que fizesse o prolongamento geracional do Lucien Freud da Rainha Isabel II e acabo a observar, desconfiada, a personagem Vigo de Carpátia em chemise Alexander McQueen.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
O meu reino por umas mãos daquelas
A ideia de começar o ano com uma ída ao bailado até parece coisa de gente bem, mas calhou! Quase 20 anos sobre a primeira vez que vi Tchaikovsky levado a palco no formato clássico, voltei ao Coliseu dos Recreios para "O Lago dos Cisnes", agora interpretado pelo The Crown of Russian Ballet of Moscow, acompanhado pela Orquestra Sinfónica Estatal Ucraniana.
Tal como desconfiava, reforcei a minha preferência absoluta pelo Segundo Acto, o momento em que se vislumbram pela primeira vez as donzelas cisne e Odette, rainha do lago. Não consigo deixar de ficar encantada com a leveza e graciosidade dos braços e mãos das bailarinas responsáveis por nos fazer acreditar que existem mesmo aves em palco...
Curioso foi o facto do desfecho da história não ter colhido interpretação única entre todos os que comigo se deslocaram a Lisboa! Houve quem achasse que Odette e o príncipe Sigfrido não tiveram a anunciada morte no lago mas antes a "terrena felicidade" prevista pelo folheto do espectáculo, mas também quem concluísse que, ao morrerem, os dois amantes quebraram o feitiço do mago Rothbart e subiram ao céu para uma união eterna... Go figure!
Tal como desconfiava, reforcei a minha preferência absoluta pelo Segundo Acto, o momento em que se vislumbram pela primeira vez as donzelas cisne e Odette, rainha do lago. Não consigo deixar de ficar encantada com a leveza e graciosidade dos braços e mãos das bailarinas responsáveis por nos fazer acreditar que existem mesmo aves em palco...
Curioso foi o facto do desfecho da história não ter colhido interpretação única entre todos os que comigo se deslocaram a Lisboa! Houve quem achasse que Odette e o príncipe Sigfrido não tiveram a anunciada morte no lago mas antes a "terrena felicidade" prevista pelo folheto do espectáculo, mas também quem concluísse que, ao morrerem, os dois amantes quebraram o feitiço do mago Rothbart e subiram ao céu para uma união eterna... Go figure!
sábado, 5 de janeiro de 2013
Regaleira sem segredos
A manhã de hoje foi reservada para um passeio fantástico na Quinta da Regaleira, em Sintra. Nem as temperaturas baixas que se fizeram sentir nos desmotivaram a aceder ao convite lançado pelo Gabinete de Dinamização Associativa do Montepio Geral e, com a ajuda simpática de um guia, partimos à descoberta dos segredos que o local, rico em simbolismo histórico, reserva a todos quantos o visitem.
Da Alameda dos Deuses à Gruta do Labirinto, passando pelo Poço Imperfeito, Torre da Regaleira, Lago da Cascata e pelo Poço Iniciático - ponto alto do percurso pedestre - nada ficou por explorar. Sempre com explicações ricas à mistura, ainda houve tempo para aprender sobre o Portal dos Guardiões, vislumbrar as Estufas e as Cocheiras, conhecer a Capela e visitar o interior do Palácio, habitado por Carvalho Monteiro e família até 1911.
Manini, arquitecto responsável pelo projecto, foi decididamente um mestre do dramatismo cénico, impulsionado pelo esoterismo do sítio onde, conclui-se, nada consta por acaso ou devaneio artístico. Aliás, as ligações entre as inúmeras influências encontradas por toda a quinta fazem-nos reflectir sobre o porquê de tantas "designações" já que, no fim, a inspiração é única e comum a todas elas, sejam pagãs, templárias, católicas, maçónicas, até satânicas... E não me refiro a Dan Brown :p
Da Alameda dos Deuses à Gruta do Labirinto, passando pelo Poço Imperfeito, Torre da Regaleira, Lago da Cascata e pelo Poço Iniciático - ponto alto do percurso pedestre - nada ficou por explorar. Sempre com explicações ricas à mistura, ainda houve tempo para aprender sobre o Portal dos Guardiões, vislumbrar as Estufas e as Cocheiras, conhecer a Capela e visitar o interior do Palácio, habitado por Carvalho Monteiro e família até 1911.
Manini, arquitecto responsável pelo projecto, foi decididamente um mestre do dramatismo cénico, impulsionado pelo esoterismo do sítio onde, conclui-se, nada consta por acaso ou devaneio artístico. Aliás, as ligações entre as inúmeras influências encontradas por toda a quinta fazem-nos reflectir sobre o porquê de tantas "designações" já que, no fim, a inspiração é única e comum a todas elas, sejam pagãs, templárias, católicas, maçónicas, até satânicas... E não me refiro a Dan Brown :p
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Em mood pedestrianista
Que melhor forma de passar o primeiro fim-de-semana de Janeiro do que com uma visita orientada através dos segredos de um dos locais mais misteriosos e emblemáticos da zona de Sintra? Calçado apropriado, agasalho, água e um snack: all checked. Partida para o ponto de encontro em aproximadamente nove horas!
Sobre a teoria das fechaduras e do trinco
Julgo que sentir esperança e ânimo redobrados no início de cada novo ano passa por agradecer primeiro pelo que se tem. Não que o que se deseja de novo não seja importante, pelo contrário, os processos funcionam a par (ou assim deviam), mas com tudo o que se diz e publica sobre 2013, acredito que venha a ser ainda mais difícil do que o habitual haver quem cumpra tudo aquilo a que se propôs há quatro dias atrás.
Na parte que me toca, se o resto do ano fluir na mesma disposição da do primeiro dia do calendário, vou certamente procurar estar mais focada em arrumar "gavetas", destrancar "fechaduras" e a escolher portas sem "trinco" do que a matutar tanto sobre "e se's?". E "só" estas já são resoluções e tanto.
Na parte que me toca, se o resto do ano fluir na mesma disposição da do primeiro dia do calendário, vou certamente procurar estar mais focada em arrumar "gavetas", destrancar "fechaduras" e a escolher portas sem "trinco" do que a matutar tanto sobre "e se's?". E "só" estas já são resoluções e tanto.
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